sábado, 1 de junho de 2013

O pombo manco

Durante as minhas visitas constantes as comodidades da CP e das suas respectivas estações. É inevitável não parar de tempos a tempos, também, pela estação de S.Bento. 

Em termos comparativos com a de Campanhã (contextualizando as principais do Porto) acho-a digamos mais emblemática e além disso a nível pessoal diz-me muito mais. Apesar de agora até ser mais frequente a passagem por campanha, apenas.

Esta estação acaba sempre por fazer passar as horas ou minutos mais depressa. Encontro sempre algo que me desvia a atenção ou que me faz pensar em variadas cosias. Seja pela infraestrutura, do tempo, dos eventos, das pessoas que habitualmente circulam, dos turistas, dos pseudo-arquitetos/desenhadores, ou apenas a sua história.

Já anteriormente aqui no blog escrevi um texto fruto duma estadia nesta estação.
Desta vez vim falar dum pequeno animal que habitualmente se pode encontrar neste local. Penso que não terei sido o único a reparar nesta criatura. Não chega a tomar contornos de ícone da invicta, mas quem vai passando algum tempo pela estação é provável que também já se tenha apercebido.

Uma pomba, como muitas outras que por lá encontram refúgio, no entanto esta tem a particularidade de ter apenas uma pata. Explicando melhor, em termos humanos é o equivalente a uma pessoa ter amputado o pé e ter apenas um coto. Que eventualmente futuramente poderá colocar uma prótese.




Este animal não tem essa hipótese, anda pela estação a cambalear, mas caminhando com destreza, o que indica que a lesão já se prolonga a um longo tempo. Em termos de porte, nada deixa a ficar aos seus colegas, muito pelo contrário. O de possuir asas certamente facilitou a transição, mas certamente foi um adaptação de sucesso… e ainda consegue, transparecer pelo menos, uma aparência de maior vigor físico dos demais.

Aprendam … J

As dificuldades só nos aguçam as nossas potencialidades J.

Agora
Será que fui o único que se deparou ou notou com este animal???

Manifestem-se!!!

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Regresso atribulado


Eis que após um fim de semana relaxante e bem passado o retorno toma contornos de todo inesperados e pitorescos.

Após anos e anos, viagens e viagens a fio, nunca me tinha desfeito de nenhuma mala ou afins durante uma viagem pelos transportes públicos para a colecção de objectos desaparecidos. Nada como encontrar uma nova companhia para me ajudar neste departamento.

Aproveitei o facto de me ter voluntariado a fazer de acompanhante da minha irmâ, por uma instituição de saúde (mais no aspecto de guia) na terça feira, e estendi o meu fim de semana até terça feira. O que de facto veio mesmo a calhar, apesar de ter de madrugar nesse mesmo dia.

Encontramo-nos no local neutro estipulado (estação), e fomos la fazer o que tínhamos a fazer. Tudo sem problemas. Faltava apenas o regresso a casa. Dirigimo-nos ao metro para tirar os nosso bilhetes (eu tirar que ela não conhece o sistema), ao fundo vê-se o metro a aproximar, o que instiga a minha irmã a apressar a coisa ( apesar de termos quase cerca de 50 minutos para o próximo comboio). Claro que tirei sem problemas e entramos a pressa no metro, com TODOS os nossos pertences atrás Óbvio que com a pressa nem pensamos muito a respeito, e foi sentar, acomodar e descansar.

Eis que já na próxima estação, diz-me a minha irmã?

- A tua mala??? Deixaste na estação? No metro?? (meio aflita)

Eu olho para a esquerda, olho para a direita olho para cima, não vejo a mala. Começo a ouvir os sons da porta do metro a darem sinal para fechar. Primeira reacção. Sair do metro para ir buscar a mala. Obvio… a minha irmã veio também de arrasto…


Já que a proximidade da estação que entramos era minúscula, em cerca de 3 min a pé já la estávamos, e nada de mala. CLARO

Conclusão. A mala, como é obvio ficou no metro. E não a vi porque certamente com as curvas deslizou para debaixo do banco.

Certo, foi precipitação minha sair sem pensar… mas recordei que a pousei para tirar os bilhetes e nem pensei duas vezes que ficou la, e com o ar de certeza e preocupado da minha irmã, não me deixou duvidas.

Enfim grande trapalhada. Lá tive de ligar para os perdidos e achados da linha do metro, e após de dar a indicação onde deixei a mala, e dando uma ideia de qual metro seria, dando a hora de saída da estação que entrei…. E passados umas duas horas ( pelo meio duas chamadas minhas), eis que me contactam com a informação de terem encontrado o que parece ser a minha mala.

Bem nesta hora já estava no comboio a caminho de casa, então fui la hoje, no dia seguinte.

Agora já ca esta a mala e o seu conteúdo, resta desejar



WELCOME BACK


Escrito ao som de Demons - Imagine dragons


terça-feira, 21 de maio de 2013

OLA !l! (A história ) CAP.1 Quem sou eu? /CAP. 2

CAP 1. Parte 2

Acordo subitamente, estonteado, agitado e mentalmente desorientado. Acordo e vejo vários olhares na minha direcção..... ainda a tentar voltar a realidade, percebo que as atenções estão voltadas para mim... o meu colega ao lado, que me tentava reanimar deste sonho estava notoriamente atrapalhado, e os demais mostravam uma certa reprovação misturado com vários risos abafados pelo auditório.

Voltei a mim, voltei ao meu mundo à pura realidade. Procurei manter-me sereno e sair dali mal tivesse oportunidade. Voltei para casa, longe demais pessoas. 
Tenho andado confuso, tenho andado irritado e sem paciência. As conversas e a convivência com os meus amigos não me estimulam. Sinto um vazio em mim, parece que ando sempre a procura de algo....... talvez algo que eu próprio não queria encontrar, e por isso continuo neste ciclo vicioso.....  Perdido nas minhas próprias crenças e vontades.....

Mas afinal quem sou eu? E o que quero?
Não sei. Ou talvez saiba e não queira saber. Certo é que algo precisa mudar. Preciso de cortar as minhas cordas de segurança, as minha rodas de apoio, e sair e descobrir-me. Não posso continuar assim.

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 CAP. 2  A descoberta

Meses passaram, a forte vontade de mudar não trouxe grandes diferenças na minha vida. Contudo ficou certo e fui me mentalizando aos poucos acerca da minha atracão por homens. O bicho de 7 cabeças começou-se a desmontar com o tempo, fui entrando e conhecendo um pouco mais desta realidade.
Apesar disso a minha vida pouco tinha mudando. Fui estabelecendo alguns contactos online com pessoas em situações semelhantes, e através delas comecei a ver o MUNDO com outros olhos.

Esta transição, apesar de complicada, foi fascinante... descobrir um mundo quase oculto a surgir diante dos meus olhos, algo que me estava a fugir e ali tão perto de mim. o que procurava o que me faltava estava mesmo ali......  

Com mais ou menos timidez e receio, fui desenvolvendo algumas grandes amizades, amizades que não me limitavam, que viviam comigo todos os meus dilemas, ali não precisava de ocultar nada, de transparecer quem eu não era... encontrei um porto seguro onde fui bem acolhido... e me deu segurança para continuar a minha jornada na minha descoberta.

A partir daí a minha vida mudou, apesar de continuar a manter alguma vida paralela entre dois mundos. Perdi as inibições e receios fui conhecendo pessoas, divertir, fazer coisas de jovens. Um ou outro relacionamento mais ou menos fugaz, uma ou outra coisa menos pensada, várias aventuras e um grande número de vivências, que no fim me deixaram mais preenchido e com a sensação de que estava no meu caminho... no caminho de ser um pouco mais feliz.